O ato sexual implica, na verdade, em três experiências distintas que se mesclaram numa só. Às vezes, os três acontecimentos ocorrem simultaneamente, às vezes, em sucessão e, outras vezes, separadamente.
Essas três experiências, são as três finalidades do sexo no casamento proposto pelo seu próprio Criador, quando consumado com amor. O ponto áureo de nosso trabalho. São elas: sexo-união ,sexo-prazer, sexo-procriação.
SEXO UNIÃO
A união sexual não é algo gratuito, algo de algum modo miraculoso, cuida de si mesmo assim que homem e mulher se casam. Ela precisa de nutrição, ternura, treino, educação e muito mais. Quando o casal adentra a intimidade sexual, é necessário que haja grande intercâmbio de dar e receber nos campos emocional, espiritual e físico.
A razão pela qual muitas pessoas ficam entediadas com o sexo é que o separam do desafio misterioso, maravilhoso, da personalidade humana ao unir-se em uma só carne.
Sem dúvida, a experiência e vulnerabilidade que anda de mãos dadas como a relação sexual contribui para esse misterioso senso de conhecer. Existe algo na nudez livre de qualquer resquício de vergonha, na doação total do próprio ser que permite ao casal atravessar a barreira do som das amabilidades exteriores e penetrar o circulo intimo da proximidade. Existe um sentimento no qual a junção física é indicativa de uma junção mais profunda – uma união de coração, mente, alma e espírito. É maravilhosa, é boa, e, melhor ainda é divertida. O senso de união é um elemento essencial na celebração de sexo.
O plano de Deus é que o cônjugue o procure e conheça na intimidade sexual com seu cônjugue. Intimidade e deleite espiritual não são opostos à intimidade sexual; na verdade a intimidade espiritual se encontra em meio ao deleite relacional e carnal da união.
Não existe intimidade tão preciosa ou compensadora como esta que pode ser alcançada no casamento.
No entanto, se na vida diária há desentendimentos, e o relacionamento não vai muito bem, isso influenciará no sexo como união.
Na realidade, o levar uma vida sexual insatisfatória costuma ter por origem não tanto, a própria vida sexual, em si, como o modo de viverem e relacionarem-se esposo e esposa ao longo dos mil detalhes da vida diária. Como vimos, pois esse fracasso sexual não seria a causa, mas sim um sintoma – a luz vermelha, de alarma, que se acende – de que na vida ordinária e de relação mútua algo vai mal.
O lado sexual do casamento é o ponto mais alto do companherismo matrimonial. Em nenhum outro lugar se expressa mais plenamente a unidade mediante essa união. Ambos os companheiros se tornam doadores e receptores. O relacionamento atinge seu mais elevado significado e beleza, quando oferecem seu companherismo a Deus que os uniu como um. Segundo as Escrituras, é na união conjugal que se deve expressar o amor ágape com seus atributos espirituais por meios emocionais e físicos, a fim de satisfazer plenamente o cônjugue. Isto não se constitui sacrifício, de que ao agir assim, encontre satisfação.
“A união do esposo e esposa se expressa em palavras inconfundíveis, existindo com e na realidade união de corpo, comunicada de interesses e reciprocidade de afetos”.








