A Orientação Sexual inclui diversos aspectos da sexualidade e das relações que estabelecemos com os outros. Ela ultrapassa o âmbito da reprodução. Ao falarmos sobre sexualidade abordamos o corpo, as sensações, a forma de nos expressarmos, os sentimentos e a qualidade da afetividade.
Muitas informações que recebemos sobre sexualidade, sejam de pais, dos meios de comunicação, escolas, grupos sociais e religiosos, tendem a ser por vezes contraditórias e em muitos casos confusas ou até falsas. Que sexo é natural, faz parte da genética e a procriação está vinculada a sobrevivência da espécie, até sabemos. Mas isto não resume o que envolve a sexualidade humana.
Sexualidade é muito mais ampla. A penetração pode acontecer através do instinto para alguns de nós, mas não para todos nós. É interessante pensar que somos ensinados como executar a maioria dos comportamentos humanos básicos, como: se pentear, comer, se comunicar, ir ao banheiro e gradativamente, começamos a aprender os mais complicados, tais como: ler, escrever, andar de bicicleta, dirigir um carro…, no entanto quando falamos em sexo, somos supostos apenas a saber como fazer sexo, desvinculando de como exercer plenamente nossa sexualidade e com isso, o prazer, o encontro, o aconchego, a intimidade.
Muitos pais não sabem como tratar do assunto com os filhos e muitas duvidas são encontradas no dia a dia. Uma das perguntas mais frequentes é: Qual a idade mais propícia para se iniciar as conversas sobre sexo? Em que momento? Não vai despertar a curiosidade?
Compreendo que é complicado, mas reforço: Não há idade específica. Quando a criança começa a fazer perguntas ou quando o responsável nota algum comportamento diferente na criança relacionado à sexualidade, é o momento, ou melhor, é o início! Por isso precisa ser abordada com afeto, clareza, simpatia, envolvimento e que transmita segurança e naturalidade.
Esse momento “certo” pode ser:
– Ao dar banho: da mesma forma que se ensina como lavar os cabelos, as orelhas, não esquecer da vulva (menina) e do pênis (menino), pois faz parte da higiene da criança, e com isso você está inserindo assuntos importantes: os cuidados e o respeito com o seu próprio corpo.
- Respondendo as perguntas de forma clara e compreensível, sobre o que ela perguntou e não sobre o que o você acha que ela deva saber, ou pior, simplesmente ignorar ou falar que o assunto não é para ela.
Em relação a curiosidade, não acredito que vá antecipar, vai sim ajudar a esclarecer, pois dentro de casa, ela conta justamente com a afetividade, a segurança e o respeito que une a família.
Outras dicas:
Ø Quando a criança fizer uma pergunta, certifique-se que você entendeu o que ela está querendo saber
Ø Em suas explicações, inclua mais do que simples fatos biológicos, mas não se prolongue demais responda apenas o que foi perguntado.
Ø Quando a criança usar palavrões, explique o que significam e depois diga porque você não quer que ele use essas palavras. Lembre de que rir ou fazer brincadeira, poderá encorajá-la a repetição do feito.
Ø Utilize os nomes corretos para as partes sexuais do corpo, em vez de usar termos como: “pintinho” para o pênis e “perereca” para a vulva
Ø Ensine à criança que é certo dizer “não” a um adulto seja ele quem for.
Ø Fale com as crianças sobre as transformações físicas antes que elas ocorram, de maneira natural e afetiva
Ø Discuta a menstruação e a ereção tanto com os meninos quanto com as meninas.
Ø Não deixe tópicos como homossexualidade e prostituição fora da sua discussão.
Ø Auxilie a criança a se sentir confortável em falar com você sobre sexo. Não faça a criança ficar constrangida
Ø Depois de ter respondido às perguntas da criança, verifique se ele entendeu sua resposta e dê-lhe a chance de fazer outras perguntas
Algumas Bibliografias Sugerida:
Ø COLE, B. Mamãe Botou um Ovo . Ed. Ática, 2000.
Ø ______. Mamãe nunca me contou. Ed. Ática, 2004.
Ø ______. Cupido. Ed. Ática, 2004.
Ø ______. O Livro das péssimas boas maneiras. Ed. Ática, 1997.
Ø COSTA, M. Sexualidade na Adolescência – dilemas e crescimento. Porto Alegre: L & PR, 1986.
Por Sheila Reis
contato@sheilareis.com.br
Veja tambem: Orientação sexual









Excelente os seus posts sobre orientação sexual, Simone. São recomendações importantíssimas para pais e educadores. Esses passos, com certeza, ajudam a forjar um cidadão melhor. Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.